Mais do que palavras


18/02/2005


 
 
Esta estória é verídica!
 
Eu e Tu ( Na verdade, Eu e Ela)
"Eu sou Flamengo, ela Botafogo...

eu falo pelos cotovelos, ela é reservada e cuidadosa com o que diz...
eu me exponho, me esparramo, ela se resguarda, é comedida e nao gosta de exposição...
eu adoro uma cervinha, ela não gosta de bebida...
eu ajo por impulsos, ela pela razão...
fumamos, mas cigarros diferentes...
ela prefere meu cabelo grande, eu adoro uma máquina 4...
eu acho ela linda de vestido, mas ela ama sua calça jeans...
eu adoro palco e nem toco tão bem, ela é exímia musicista e odeia os holofotes e a ribalta...
eu tenho os meus olhos no mar, ela nas montanhas,
ela prefere os cães, eu os gatos,
temos dois de cada, pra equilibrar nosso zôo...
ela é kardecista e eu presbiteriano...
ela é radical e eu sou carioca...
ela tem poucos amigos e eu faço amizate até com o lixeiro...
eu adoro shows, festas, ela prefere um bom livro a TV ou a net...
ela é desconfiada e eu sou desligado...
ela prefere escrever, eu prefiro fazer...
ela é bagunceira e eu organizado...
ela é tranquila, não esquenta com nada e eu sou um "ser" 440 volts, o "pilhado"...

Eu enumeraria tantas diferenças, que este texto seria longo e enfadonho de ser lido... (e exposição tbm tem limite neh? hehehe)

E dai? isso tem mesmo importância?

Afinal...

Os nossos olhos estão voltados para o mesmo horizonhe,
as nossas mãos estão entrelaçadas, mesmo quando distantes,
os nossos corpos se procuram, até mesmo nos sonhos,
as nossas almas se entrelaçam todas as noites,
se ela sente dor, eu percebo,
se eu me fodo e dou de cara no poste, mesmo de longe, ela vê... (e viu)
a gente briga, se emputece, mas a paz sempre se restabelece...
a gente já tentou até viver um sem o outro,
tentamos seguir outro caminho,cada qual o seu, sozinhos,
mas toda esquina que eu dobro, dou de cara com ela,
toda rua que ela cruza, desagua em mim...
pra toda janela que ela olha eu to ali, do lado de fora,
por toda porta que eu entro, ela ta lá, do lado de dentro,
o destino cruzou nossos caminhos,
e, independente de nossas diferenças,
juntou nossas crenças,
nosso valores,
nossas dores,
nossos sonhos,
nossos projetos,
nosso carinho,
nosso afeto,

Já foi um feto,
hoje é um menino,
menino sapeca, sacana,
levado da breca,
é o nosso amor...
que assim permaneça,
que ele jamais cresça :)

Estamos aprendendo, ainda aprendendo, com esta senóide de 5 anos, muitos tropeços, muitos erros e enganos, mas inalterados permanecem os planos, de levar este amor até o fim,  até o fim do infinito...
Se preciso for, eu grito, mas... não é!"

Escrito por Alê às 10:27:36
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16/02/2005


Ser feliz ou ter razão?

"Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos. O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que,além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira a direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade,ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: "Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais".
E ela diz: "Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite".

 
MORAL DA HISTÓRIA:
 
Essa pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão,independente de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:
Quero ser feliz ou ter razão?

 

Escrito por Alê às 11:12:31
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14/02/2005


A lenda

"Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem muito virtuoso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.
Na realidade, o verdadeiro autor era uma pessoa muito influente no reino e, por isso, desde o 1º momento se procurou um "bode expiatório", para encobrir o culpado.
O homem foi levado a julgamento já sabendo que tinha escassas ou nulas oportunidades de escapar ao terrível veredicto: a forca! O juiz, também metido na trama, cuidou não obstante de dar todo o aspecto de um julgamento
justo e, por isso, disse ao acusado: "conhecendo a tua fama de homem justo e devoto ao Senhor, vamos deixar nas mãos dele o teu destino: vamos escrever em dois papéis separados as palavras "culpado" e "inocente".
Tu escolherás e será a mão de Deus a que decide o teu destino. Claro, o mau funcionário havia preparado dois papéis com a mesma palavra: "Culpado". E a pobre vítima, ainda sem conhecer os detalhes, dava conta de que o sistema proposto seria uma armadilha. Não havia escapatória.
O juiz ordenou o homem a pegar num dos papéis dobrados. Este respirou profundamente, ficou em silêncio, uns  segundos com os olhos fechados e, quando a sala começava já a impacientar-se, abriu os olhos e, com um
estranho sorriso, pegou num dos papéis e levando-o à boca engoliu-o rapidamente.
Surpreendidos e indignados os presentes condenaram o acto veemente: "Mas? Que fez?!? E agora??? Como vamos saber o veredicto?!". "É muito simples", respondeu o homem. "É uma questão de ler o papel que resta, saberemos o que dizia o que engoli". Com nítido incomodo e enjoo mal dissimulados, lá tiveram que libertar o acusado, e jamais voltaram a molestá-lo.

Moral da história: Por mais difícil que se apresente uma situação, nunca deixes de buscar a saída nem lutar até ao último  momento. Sê criativo!

Quando tudo parecer perdido, usa a imaginação!

"Nos momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento" (Albert Einstein)

 

 

 

Escrito por Alê às 09:04:50
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Mogi/SP
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